A cura das Águas

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O canto da chuva caindo lá fora é como um convite da natureza para que você desacelere, cada gota que toca a terra carrega uma memória antiga que nos lembra e nos traz para a nossa essência verdadeira. E um pouco mais distante o som das ondas do mar quebrando embalam o coração. Esses dois ritmos, da chuva e das ondas do mar criam uma melodia que ouvimos não apenas com os ouvidos, mas com o corpo inteiro. Há algo de profundamente curativo nessa dança entre chuva e mar. É a cura das águas, que chega sem pressa, dissolvendo pensamentos cansados, acalmando inquietações escondidas, abrindo espaço dentro para que o novo possa florescer. As águas têm esse poder, elas limpam, purificam, movem. E enquanto você escutar esses sons, lembre-se que você está onde a sua mente está, então se você imaginar que está na beira do mar, na beira do mar você estará. Não é apenas um pensamento, é como se o próprio espírito se ajeitasse dentro de você, lembrando que existe um lugar de paz que nunca deixou de estar aí. E então você percebe que basta estar aqui. A chuva cai, o mar respira, a vida pulsa tudo em harmonia. A natureza te chama de volta para casa, não como um lugar físico, mas como um estado de ser. Um estado onde o Amor, em sua forma mais pura, se revela. Nesse instante é como se o universo inteiro tivesse parado para te olhar com cuidado. E você entende que o divino não está distante, ele está na chuva que toca o chão, na onda que se desfaz, no ar que entra e sai dos seus pulmões. Ele está em você. Respire e permita-se ser abraçado por essa presença. Porque hoje, o canto da chuva e o eco do mar vêm te lembrar: você é amado, você é guiado, e você está exatamente onde deveria estar.

Texto inspirado pela Egrégora da Casa de Amor para Bruna Wolff.

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