A pedra e a Flor
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Nós precisamos entender que tudo é uma coisa só, basicamente isso quer dizer que, quando odeio uma pessoa, eu estarei odiando a todas as pessoas, ao passo que o inverso é totalmente proporcional. Sendo assim, quando gosto de uma pessoa, eu estarei gostando de todas as pessoas.
Quando é dito “todas as pessoas”, são todas as pessoas sem exclusão, não é tipo: odeio uma e não odeio a outra, ou amo uma e não amo a outra.
Nós fazemos parte de um corpo só, de um corpo divino onde todas as partes, por mais que sejam diferentes, são estritamente iguais. Iguais em sua natureza e fonte.
Nós andamos por uma rua e, de alguma forma, não tomamos conhecimento de que uma pedra está em nosso caminho. Por descuido, a chutamos e, dentro dessa experiência, machucamos o dedo do pé e agora o dedo dói, experimentamos a dor e os sentimentos que acompanham essa experiência, perdemos o foco que até então não tínhamos conhecimento. O foco era a flor que, de uma forma inesperada, iria surgir.
Mas agora, mergulhados nessa experiência, perdemos a oportunidade até então não conhecida.
Não encontrar a flor aconteceu pelo fato de renegar a pedra, que estava ali sem culpa de nada, obviamente ela estava a me esperar e eu indo ao seu encontro.
Esse acontecimento não teria como ter sido diferente, pois a vida é cheia de detalhes, sutilezas e ensinamentos.
A flor que era para ter sido encontrada, poderia ter sido encontrada, faltou apenas acontecer um movimento, que era o movimento de aceitação.
Aceitar as coisas como são, desde um chute em uma pedra, até experiências consideradas de uma maior expressão, acarretará em uma vida mais fluida.
Essa fluidez necessita de aceitação, pois a aceitação seria como um lubrificante que faz com que os movimentos simplesmente aconteçam.
Ensinamento inspirado pela Egrégora da Casa de Amor.
Texto inspirado pela Egrégora da Casa de Amor para Eduardo Moura.